Estudante de moda cria vaquinha para ingressar ESMOD Oslo.

De Olinda, Brasil para Oslo Noruega.

Oluyiá França, formada em Design de Moda pela UNINASSAU, educadora, artesã, ativista dos direitos da mulher o do movimento negro, Ilustradora e pesquisadora com artigos publicados no âmbito nacional e internacional. Critica a falta de repertório cultural dos consumidores e das marcas atuantes no mercado de moda brasileiro, as representações de masculino e feminino nas imagens de moda contemporânea, a representação global do povo negro na moda e principalmente a educação elitista e excludente nas universidades e nas praticas curriculares institucionais, do professorado e alunado. Acredita em um trabalho autoral onde é autora de suas ideias em constante relação com o consumo consciente e o slowfashion.

Para quem não  a conhece a designer de  moda Oluyiá França.Está em processo de criação desde os 6 anos de idade quando desenhava modelos de revistas de sua avó que datava dos anos 50 e costurava roupas em suas bonecas de pano. Entrou na moda por causa do desenho, curiosidade e a vontade de saber sobre o comportamento humano e suas reflexões. Aos 14 anos começou a desenhar modelos atemporais (com um grande incentivo por parte de sua mãe que lhe provia de muito papel e lápis de cor) sem saber ao certo seu significado e quanto importante esse conceito seria nos dias atuais. Aos 21 entrou na faculdade federal de Pernambuco porque era a única gratuita em seu estado, tentou cursar desenho e plástica, mas seu sonho sempre foi fazer um curso superior de moda e por volta de três anos na instituição uma grande amiga de sua mãe lhe presenteou com o curso de moda em uma universidade paga fazendo que a sonhadora largasse o curso de geometria, mas claro sem deixar de levar o aprendizado com sigo. Na sua visão a universidade é uma dos melhores lugares para se estar, onde o saber transborda por todos os lados, onde tudo se conecta, onde a interdisciplinaridade seria levada a sua totalidade.

Durante o curso percebeu que a realidade era bem diferente dos livros e artigos que lia. As praticas pedagógicas eram elitistas e excludentes, o mercado de trabalho era limitado, elitista e excludente, sendo levada a acreditar que o mercado de moda sempre seria assim e não poderia trabalhar na área, pois seu currículo sempre era aceito com empolgação, mas quando ia as entrevistas nunca ficava com os cargos. Com uma inquietação e falta de renda constante não parou de criar, tanto na área do vestuário como na área da ilustração e artesanato, participando assim de várias feiras independentes, bares multi-temáticos, galerias, exposições, lojas itinerantes e qualquer lugar onde poderia mostrar seu trabalho criativo, artesanal e autoral, novamente com uma pequena mais importante ajuda financeira de sua mãe e tias próximas que acreditam em seu trabalho.

Durantes alguns anos seu foco foi publicar artigos e participar de seminários, palestras e cursos, pois esses a seu ver não lhe descriminam por ser uma mulher negra. Por conta do seu ativismo na área da educação e constante participação no meio acadêmico, sempre trocando conhecimento gratuitamente na área da ilustração, história e economia de moda se envolveu cada vez mais na área de politicas sócias sendo eleita delegada estadual do setor de moda – PE (CNPC) e suplente nacional do eixo associativo-acadêmico de moda (CNPC-MINC) no ano de 2015, um trabalho ardo e importante mas infelizmente não remunerado.

Orgulha-se muito porque recentemente teve a oportunidade de ser professora voluntária no Centro Cultural Daruê Malungo de história da moda onde resolveu que seria mais interessante para os jovens que iriam participar dessa troca que as aulas fossem ministradas exclusivamente com personagens negros, sendo surpreendida com a aceitação dos companheiros de sala e companheiros de profissão.

Um dos seus trabalhos mais renomados e conhecidos é  o artigo  “Auto retrato: Identidade e Mercado”  selecionado para o Congresso Internacional de Negócios da Moda (CINM). Cujo evento é promovido pelo Instituto Brasileiro de Moda – IBModa e organizado pelo Instituto de Estudos e Desenvolvimento da Moda – I-Moda, no ano de 2015. Contudo a Designer já diversifica a sua criatividade  em múltiplas manifestações artísticas.Esbanjando tamanha criatividade e conhecimento a designer foi aceita no processo seletivo da Esmod em Oslo.

A Esmod – Ecole Supérieure de Créateurs de Mode , é a primeira , e a mais antiga escola de design de moda do mundo mais conceituada escola de moda do mundo. Entretanto a Oluyiá carece de meios financeiros para poder custear, e para não deixar esse sonho morrer, abriu uma vaquinha.  Para custear a sua ida.

A designer já arrecadou R$ 1770,00 do Objetivo de R$5000,00 que precisa ser colido até 05/07/2016. A colaboração pode ser feita através do site Vaquinha. Não há um valor minimo para a contribuição , e os meios de pagamentos são boleto e cartão de crédito. Mas você também pode contribuir entrando diretamente em contato com a Oluyiá França.

 

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