Exposição combate estereótipos relacionados ao corpo das mulheres negras

De Happyness e Juliarolim

Cansada de ver mulheres negras representadas em dois extremos, acima do peso e assexuadas ou hipersexualizadas, a curadora Janice Bond decidiu organizar uma exposição para abrir espaço para obras que questionassem esses estereótipos.

Um ponto levantado pela curadora é o paradoxo social de ter as negras como fetiche, ao mesmo tempo em que são consideradas indesejadas. As obras exploram conceitos como os padrões de beleza ocidentais, identidade cultural, exclusão histórica e traumas, com instalações multimídia, esculturas, filmes, fotografias e outros formatos.

O local escolhido para abrigar a exposição é a Woman Made Gallery, uma organização que tem como objetivo cultivar e promover o trabalho de mulheres artistas, além de levantar discussões sobre o que o feminismo significa hoje.

Após abrir as inscrições para o projeto, Janice escolheu uma a uma as obras que seriam exibidas. Segundo ela, há coisas que a atingiram de maneiras muito diferentes. “Algumas são mais viscerais, outras me deixaram triste, outras me fizeram rir, mas todas me fizeram pensar”. Basta ver as imagens para entender a curadora.


Veja abaixo um pouquinho da exposição , e do acervo online.

ABANDONED MARGINS: POLICING THE BLACK FEMALE BODY – Margens abandonadas: Policiamento do Corpo Feminino negro.
Curadora Janice Bond 

Representações da mulher negra cultura popular e discurso público estadunidenses, frequentemente as depreciam esteriotipicamente como gordas e assexuais, ou hipersexualizadas e com necessidade de menos proteção, porém com maior fiscalização das falhas morais. O corpo da mulher negra, então, se torna um objeto nas faces de poder, brutalidade e fetichismo – separadas do nome e da identidade genuína às quais elas pertencem.

“Margens Abandonadas” procura tanto explicitar essa  visão desigual e sectária¹ , quanto criar uma linguagem visual empoderante que desafia o sistemas supremacistas, sob os quais os corpos das mulheres negras são marginalizados e carecem de tratamento.” ( Tradução de Naomi Faustino e Alê)  🙂

Artistas : Nakeya Brown, Lee Bullitt, Ifeatuanya Chiejina, Sharla Hammond, Mengly Hernandez, LaToya Hobbs, Candace Hunter, Nature’s Intent, Tye Johnson, Nic Kay, April Martin, Alexis McGrigg, Rosemary Meza-DesPlas, Marcia Michael, Emily Mulenga, Jasmine Murrell, Kim Nogueira, Harmony Rosales, Melissa Sutherland, Shoshanna Weinberger, Sarah Beth Woods

jasmine- -Strong Arms that Withstand Broken Backs and Broken Hearts #3, Mother of Mother’s series (40″ x 30″
Jasmine Murrell : Strong Arms that Withstand Broken Backs and Broken Hearts #3, Mother of Mother’s series .

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April Martin – #SayHerName Liberated Chest Action (45″ x 60″)

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Harmonia : Nikki (16″ x 20″), acrylic on canvas

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Ifeatuanya Chiejina – To Trust and Let Go, I Head In Your Direction (12″ x 16″), mixed media on paper mounted on board,

Fotos de womanmade

Veja a exposição completa em : womanmade


Sectário  [1]   s.m.Sequaz; quem faz parte de uma seita, doutrina, religião, política ou filosofia.Indivíduo que se envolve apaixonadamente ou de modo extremo numa doutrina, religião, política, filosofia etc.: o sectário do partido nos defenderá.Aquele que concorda com a maneira de pensar de alguém, obedecendo cegamente essa pessoa.adj.Que se refere a seita: preceitos sectários; conflito sectário.[Figurado]Intolerante; que não tolera algo ou alguém; em que há intransigência.

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